14 de fevereiro de 2016

para um entendimento da serendipidade



Se eu voltasse a rezar seria pelo fato dos livros certos no momento derradeiro. Pelo ofício da leitura na tensão de uma coletânea que se vai concluindo — de verso próprio — no aprendizado contínuo. Seria no ápice. Pela grata servidão alcançada a cada dia — ao poema — no acaso desses livros — todos certos a seu modo. Em módulos todo ouvidos no sentido extremado do estudo.
Me rezam sempre — como se eu fosse uma criança na primeira chuva — como substância favorável à restituição do cosmo — no contato questionado e na aplicação obediente das notas sobre um tema que não se ensina. Se eu voltasse seria com as mãos entrelaçadas na hora mais escura — descendo até a revelação da página — cumprindo os capítulos e as exigências tortuosas — honrando os olhos para entendê-los religiosamente. Por inteiro. 
Me rezam os livros — e até acredito.